Bactérias multirresistentes, saúde pública e limpeza de superfícies

Bactérias Multirresistentes

Já ouviu falar em superbactérias? Elas são bactérias com mutações genéticas capazes de torná-las muito mais resistentes, inclusive aos antibióticos. A NDM-1 é um exemplo de enzima que, quando associada a uma bactéria, pode torná-la extremamente resistente e letal aos humanos.

Para tratar doenças causadas por bactérias, antibióticos. A descoberta da penicilina, primeiro antibiótico do mundo, foi feita pelo cientista, Alexander Fleming, em 1928, durante seus estudos em um hospital de Londres, na Inglaterra. De lá pra cá, muitos outros medicamentos foram criados para combater as infecções bacterianas. 

No entanto, nesse caminho de descobertas e evoluções da ciência, nos deparamos com as bactérias que sofrem alterações em suas estruturas e se tornam multirresistentes à ação dos fármacos. 

Quando falamos de resistência bacteriana, temos em mãos um problema multifatorial complexo que envolve a saúde pública e que esbarra em questões como: quais são as modificações que a resistência bacteriana gera em nossas células? Serão passíveis de serem tratadas? Até quando o paciente responderá ao tratamento? Teremos medicações viáveis para tratar? Essas medicações podem causar danos?

Entre as transformações que as bactérias podem sofrer está a associação ao gene recém descoberto, denominado blaNDM-1, capaz de torná-la uma “superbactéria” e, assim, aumentar a gravidade e a mortalidade dos casos clínicos dos pacientes acometidos pelo microrganismo. 

Para tratar das questões acima e explicar sobre como a enzima metalobetalactamase “New Delhi” (NDM-1) pode afetar a saúde pública e agravar os quadros bacterianos, reparamos este texto. Acompanhe a leitura! 

Rodeados por bactérias 

Para começar, devemos lembrar que a humanidade é rodeada por uma quantidade numerosa de bactérias que estão presentes no meio ambiente e em nosso próprio organismo, como na flora microbiana.

As bactérias mais incidentes são as chamadas gram negativo (ou enterobactérias), que habitam, principalmente, o trato gastrointestinal e podem ser móveis ou sem motilidade, dependendo da espécie, e aeróbias ou anaeróbias em crescimento. 

Dessa forma, é comum que as enterobactérias sejam associadas a infecções do tipo diarréia e infecção de trato urinário.

O que é a metalobetalactamase NDM-1?

Bem, agora que sabemos que há um tipo mais incidente de bactéria que atua no corpo humano,  vamos a  metalobetalactamase NDM-1 e sua relação com as enterobactérias.

A NDM-1 é uma enzima que foi identificada, em 2009, pelo professor Timothy Walsh, da Universidade de Cardiff, justamente em bactérias gram negativas: Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli. Esta enzima é capaz de tornar as bactérias resistentes a uma variedade significativa de antibióticos. 

A descoberta aconteceu na Índia e identificou uma mutação genética da estrutura de bactéria de gram negativo (Klebsiella pneumoniae). No caso, um mecanismo de resistência, um gene denominado blaNDM-1, chegou à bactéria e a tornou uma “superbactéria”, agravando assim os casos clínicos dos pacientes acometidos e aumentando a mortalidade dos doentes. 

De acordo com os pesquisadores, a bactéria, quando associada ao gene blaNDM-1, torna-se extremamente resistente aos antibióticos, inclusive aos de amplo espectro.

Outro fator que agrava a situação é que o gene blaNDM-1 favorece também a mobilidade e a patogênese, ou seja, o microrganismo tem a capacidade de se espalhar em outras populações bacterianas do mesmo paciente, levando a infecções em outros lugares do corpo. 

Após a descoberta do NDM-1, em agosto de 2010, o gene  ganhou visibilidade de emergência pública diante de casos de alta morbimortalidade em surtos na Índia, Paquistão e Inglaterra. 

Os eventos levaram então à constatação de que a NDM-1  tem o poder de gerar bactérias multirresistentes com alta virulência e que leva  pacientes hospitalizados a uma piora clínica significativa, com risco de óbito.

Em 2013, a França registrou o primeiro surto da NDM-1 após a morte de um paciente identificado com a enzima quatro dias antes de seu falecimento. Alguns dias depois, outros três pacientes foram testados e positivados com o mesmo mecanismo de multirresistência bacteriana. 

A NDM-1 no Brasil

Por aqui, as primeiras manifestações de casos de infecção e colonização por NDM-1 foram confirmadas em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Na cidade, cinco pacientes foram acometidos entre 2012 e 2013. 

À época, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) fez um pronunciamento, em conjunto ao Ministério de Saúde, e informou sobre a emergência em saúde pública, com orientações sobre a identificação, metodologia de coleta e necessidade de notificação de casos por parte dos estabelecimentos de saúde ao órgão federal.

Hoje, as autoridades apontam para um aumento de casos registrados durante a pandemia de COVID-19, levando a novos alertas da ANVISA aos serviços de saúde.

Como identificar a NDM-1?

A identificação da enzima é importante para uma ação rápida e para contenção do agente.

Assim, para triagem e identificação de NDM-1 são indicados os procedimentos:

  • É mandatório realizar um diagnóstico precoce de bactérias que causam infecções clínicas ou são colonizadoras, impedindo a disseminação desses microrganismos, principalmente daqueles que apresentarem sinais de multirresistência.
  • Realizar pesquisa direta do gene blaNDM-1, por meio da metodologia de PCR (reação em cadeia da polimerase), devida sua especificidade e sensibilidade.

Quais medidas para contenção da NDM-1?

Até aqui, falamos sobre as bactérias que se tornam resistentes diante da associação ao agente recém descoberto NDM-1. Mas o que pode ser feito para conter as infecções mais severas?

Bem, como se trata de uma superbactéria de fácil proliferação e que possui um alto índice de mortalidade, há a necessidade imediata de uma ação estratégica para o seu bloqueio nos espaços de saúde. 

Como medida de contenção, é preciso realizar a chamada “quarentena” e agrupar os casos positivos em um mesmo setor. Esta ação será capaz de impactar de forma positiva no gerenciamento de leitos do estabelecimento.

Enquanto corre o período de quarentena para metalobetalactamase NDM-1, as ações de limpeza e desinfecção devem ser programadas dentro de um esquema bastante rigoroso, com revisão minuciosa dos processos multiprofissionais. Tudo isso para que o controle seja eficiente e a propagação do agente a menor possível.

As ações de limpeza e desinfecção podem durar dias ou semanas até que seja comprovada,  por meio de controles microbiológicos, a negativação dos pacientes para NDM.

Enfrentamento de infecções e o futuro: como será?

Bactérias multirresistentes, pandemia, isolamento, máscaras e descobertas científicas. O presente está cheio de desafios e o futuro, o que ele nos reserva? Como serão os próximos anos? 

Em relação ao NDM-1, a Organização Mundial de Saúde (OMS), associada a entidades renomadas na Saúde Pública e na Infectologia, seguem focados em pensar e elaborar programas com o objetivo de orientar as equipes de saúde multiprofissional sobre a importância de ações como:

  • Política de controle

Por meio da prática de terapias antimicrobianas mais racionais e focadas, como o programa chamado de Stewardship, processo composto por quatro pilares fundamentais para a aplicação adequada da antibioticoterapia: droga adequada (quando indicada), dose correta, descalonamento e duração apropriada da terapia. 

É sabido que o uso inadequado de antibióticos é um dos responsáveis pelas bactérias resistentes. Por isso, a importância de uma política de controle com foco na redução do risco de resistência microbiana nas instituições.

  • Política de higiene de mãos 

Outra medida fundamental para redução dos casos de infecções bacterianas resistentes nos espaços de saúde é a intensificação da higiene das mãos através da adesão, principalmente, ao álcool e ao cumprimento do volume de álcool por pacientes ao dia frente a todas as oportunidades.

  • Política de execução da prática de limpeza e desinfecção 

A limpeza e a desinfecção de todas as superfícies é ação essencial para garantir a eficácia no controle de infecção por microrganismos capazes de colonizar as superfícies, como as superbactérias e os vírus. 

Em razão do crescente número de casos de NDM-1 desde 2013 no Brasil, a ANVISA publicou o Alerta de Risco, no qual indica normas sobre “Identificação de Pseudomonas aeruginosa resistente a carbapenêmicos, produtora de KPC e NDM.”

No documento, o órgão ressalta a importância de intensificar a limpeza e desinfecção do ambiente e dos equipamentos médicos e há também a indicação de uso de saneantes com compostos de amônio quaternário e peróxido de hidrogênio, que podem ser utilizados tanto nas superfícies como em equipamentos, segundo as recomendações do fabricante. 

Higiene e atuação da OLEAK com foco na segurança do paciente 

Como vimos neste artigo, a ação de bactérias multirresistentes e a propagação de microrganismos no ambiente são responsáveis por agravamentos nos quadros clínicos, por surtos e por contaminações importantes. 

A descoberta da enzima metalobetalactamase “New Delhi” (NDM-1) chama atenção para os casos em que o tratamento medicamentoso não consegue apresentar resultados positivos e  alerta para a necessidade de políticas cada vez mais rígidas e conscientes a prática de ações de limpeza e desinfecção nos espaços de saúde. Tudo para conter proliferação de microrganismos e garantir a proteção das pessoas envolvidas.  

Nesse sentido, a Oleak atua com foco na segurança do paciente e tem como missão auxiliar médicos e enfermeiros a salvar vidas. Para isso, lançamos a linha Optiline, composta de produtos seguros, laudados para os diversos tipos de microrganismos (inclusive os multirresistentes) e com a garantia de efeito residual nas mais diversas superfícies. 

Na limpeza de superfícies, chamamos a atenção para a linha Optigerm, feita de soluções com blends de Quaternário de Amônio de 5ª geração associados a PHMB (também conhecido por Polihexanida, um composto antisséptico e antimicrobiano), indicadas para estabelecimentos de saúde. Temos ainda o poderoso OxiKill, composto pelo blend de Peróxido de Hidrogênio e Quaternário de Amônio de 5ª geração com a PHMB.

Já para higiene de mãos, os profissionais de saúde podem contar com nossa linha Opticare IHS álcool, nas versões gel e espuma, e também com o Opticare sabonete toilette, feito para inovar e cuidar com segurança da ação tão fundamental de higiene das mãos. Seu uso garante ainda a regeneração do tecido da pele por meio dos  emolientes e vitaminas presentes na fórmula.

Por fim, para que você possa ter a garantia de que aquela superfície está sendo bem higienizada, temos o Optiglow,  solução capaz de auxiliar no processo de avaliação da técnica de limpeza de superfícies.

Viu só? A Oleak tem tudo que as instituições de saúde precisam para conter infecções e garantir mais saúde, bem-estar e proteção de pacientes e profissionais. Entre em contato com nosso time! 

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