Ebola: novo surto reacende um alerta global
Conheça mais sobre o vírus Ebola, os surtos recentes, os riscos para a saúde pública e a importância da prevenção em ambientes de assistência à saúde
O vírus Ebola voltou a ganhar destaque no cenário mundial após um novo surto registrado na região central da África. Isso levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar a doença como uma emergência de saúde internacional. Em todo o mundo, há um aumento da vigilância epidemiológica, por ser uma doença altamente infecciosa e de rápida disseminação.
Em maio de 2026, o Brasil também investigou dois casos suspeitos da doença, que já foram descartados. Apesar disso, o episódio reacendeu discussões importantes sobre a prevenção de infecções e a segurança dos pacientes e dos profissionais.
Conheça mais sobre o Ebola, seus riscos, formas de transmissão e as principais medidas preventivas ao longo deste artigo.
O que é o vírus Ebola?
O Ebola é uma doença viral grave causada por vírus do gênero Ebolavirus, pertencente à família Filoviridae. Os primeiros registros da doença ocorreram em 1976, simultaneamente em regiões da atual República Democrática do Congo e do Sudão. O nome “Ebola” surgiu devido à proximidade de um dos surtos com o rio Ebola, localizado na África Central.
A enfermidade provoca febre hemorrágica viral e chama a atenção devido à alta taxa de mortalidade. Segundo a OMS, esta taxa varia entre 25% e 90%, dependendo da cepa viral e das condições de tratamento disponíveis. Isso torna o Ebola uma doença complexa, principalmente pelos surtos ocorrendo em locais com baixa estrutura de assistência à saúde.
Surtos recentes e alerta global
Embora o maior surto de Ebola tenha ocorrido entre 2014 e 2016 na África Ocidental, novos episódios continuam sendo registrados. Países como Uganda e República Democrática do Congo já enfrentaram novos surtos recentemente, exigindo respostas rápidas das autoridades sanitárias locais.
Apesar de parecer distante, o risco epidemiológico existe devido ao aumento das viagens internacionais e da circulação global de pessoas. Isto demanda um monitoramento constante, mesmo em países distantes das regiões originalmente afetadas, como o Brasil.
Recentemente no nosso país, foram investigados dois casos suspeitos de Ebola, ambos posteriormente descartados. Ainda assim, o episódio chamou atenção para a necessidade de protocolos rigorosos de biossegurança e de preparação hospitalar.
Quais são os principais sintomas do Ebola?
Os sintomas do Ebola surgem entre 2 e 21 dias após a infecção e costumam progredir rapidamente. Inicialmente, a doença se manifesta com sinais semelhantes a uma gripe comum. Depois, evolui para problemas gastrointestinais e, nos casos mais graves, para uma fase hemorrágica.
Os sintomas iniciais do Ebola costumam incluir:
- Febre alta;
- Dor muscular;
- Fraqueza intensa;
- Dor de cabeça;
- Dor de garganta.
Com a evolução da doença, podem surgir:
- Vômitos;
- Diarreia;
- Sangramentos;
- Insuficiência de órgãos;
- Choque séptico.
A prevenção é um dos pilares mais importantes para evitar a disseminação da doença, inclusive dentro dos serviços de saúde.
Como ocorre a transmissão do Ebola?
Ao contrário de doenças respiratórias transmitidas pelo ar, o Ebola é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais contaminados. Isso inclui:
- Sangue;
- Suor;
- Saliva;
- Vômito;
- Urina;
- Fezes;
- Superfícies contaminadas.

Além do contato com fluidos corporais, a transmissão também pode ocorrer pelo contato com objetos e equipamentos contaminados. Por isso, a higiene das mãos e a desinfecção de superfícies são estratégias eficientes para evitar a transmissão do Ebola. Segundo Fisher (2015), o vírus pode sobreviver em superfícies por até cerca de 3 dias em condições ambientais comuns.
O Ebola é um exemplo de como doenças infecciosas exigem protocolos extremamente rigorosos dentro dos ambientes de assistência à saúde. Em hospitais e clínicas, superfícies podem atuar como reservatórios temporários de microrganismos. Dessa forma, a limpeza e desinfecção corretas são fundamentais para reduzir riscos de transmissão cruzada e proteger profissionais e pacientes.
Como prevenir o Ebola?
A prevenção do Ebola depende de medidas rigorosas de controle de infecção, especialmente em ambientes de assistência à saúde. Entre as principais recomendações estão:
- Higienização frequente das mãos;
- Uso de luvas, macacões, máscaras e aventais específicos para prevenir contaminações;
- Isolamento de casos suspeitos;
- Desinfecção adequada de superfícies;
- Manejo correto de resíduos contaminados;
- Capacitação contínua das equipes assistenciais.
A limpeza e desinfecção de superfícies possuem papel estratégico neste processo, principalmente em áreas críticas hospitalares. Para o combate de microrganismos de alta relevância epidemiológica, é fundamental contar com soluções de desinfecção eficazes e seguras.
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Os surtos recentes de Ebola mostram que doenças infecciosas continuam sendo desafios constantes para a saúde pública mundial. Mesmo distante dos principais focos da doença, o Brasil precisa manter atenção contínua aos protocolos de vigilância, biossegurança e prevenção.
Em cenários de surtos e epidemias, contar com soluções eficazes de desinfecção é fundamental para aumentar a segurança de todos. A higiene correta das mãos e a desinfecção eficiente de superfícies continuam sendo medidas fundamentais para reduzir riscos de transmissão. A prevenção de infecções é a principal ferramenta para proteger vidas e fortalecer a segurança hospitalar.
Referências
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/e/ebola
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/ebola-virus-disease
https://www.cdc.gov/ebola/index.html
https://www.who.int/emergencies/disease-outbreak-news
https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-05/brasil-investiga-casos-suspeitos-de-ebola


