Vírus

Ebola: novo surto reacende um alerta global

Conheça mais sobre o vírus Ebola, os surtos recentes, os riscos para a saúde pública e a importância da prevenção em ambientes de assistência à saúde

4 minutos de leitura
Ebola

O vírus Ebola voltou a ganhar destaque no cenário mundial após um novo surto registrado na região central da África. Isso levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar a doença como uma emergência de saúde internacional. Em todo o mundo, há um aumento da vigilância epidemiológica, por ser uma doença altamente infecciosa e de rápida disseminação.

Em maio de 2026, o Brasil também investigou dois casos suspeitos da doença, que já foram descartados. Apesar disso, o episódio reacendeu discussões importantes sobre a prevenção de infecções e a segurança dos pacientes e dos profissionais.

Conheça mais sobre o Ebola, seus riscos, formas de transmissão e as principais medidas preventivas ao longo deste artigo.

O que é o vírus Ebola?

O Ebola é uma doença viral grave causada por vírus do gênero Ebolavirus, pertencente à família Filoviridae. Os primeiros registros da doença ocorreram em 1976, simultaneamente em regiões da atual República Democrática do Congo e do Sudão. O nome “Ebola” surgiu devido à proximidade de um dos surtos com o rio Ebola, localizado na África Central.

A enfermidade provoca febre hemorrágica viral e chama a atenção devido à alta taxa de mortalidade. Segundo a OMS, esta taxa varia entre 25% e 90%, dependendo da cepa viral e das condições de tratamento disponíveis. Isso torna o Ebola uma doença complexa, principalmente pelos surtos ocorrendo em locais com baixa estrutura de assistência à saúde. 

Surtos recentes e alerta global

Embora o maior surto de Ebola tenha ocorrido entre 2014 e 2016 na África Ocidental, novos episódios continuam sendo registrados. Países como Uganda e República Democrática do Congo já enfrentaram novos surtos recentemente, exigindo respostas rápidas das autoridades sanitárias locais.

Apesar de parecer distante, o risco epidemiológico existe devido ao aumento das viagens internacionais e da circulação global de pessoas. Isto demanda um monitoramento constante, mesmo em países distantes das regiões originalmente afetadas, como o Brasil.

Recentemente no nosso país, foram investigados dois casos suspeitos de Ebola, ambos posteriormente descartados. Ainda assim, o episódio chamou atenção para a necessidade de protocolos rigorosos de biossegurança e de preparação hospitalar.

Quais são os principais sintomas do Ebola?

Os sintomas do Ebola surgem entre 2 e 21 dias após a infecção e costumam progredir rapidamente. Inicialmente, a doença se manifesta com sinais semelhantes a uma gripe comum. Depois, evolui para problemas gastrointestinais e, nos casos mais graves, para uma fase hemorrágica.

Os sintomas iniciais do Ebola costumam incluir:

  • Febre alta;
  • Dor muscular;
  • Fraqueza intensa;
  • Dor de cabeça;
  • Dor de garganta.

Com a evolução da doença, podem surgir:

  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Sangramentos;
  • Insuficiência de órgãos;
  • Choque séptico.

A prevenção é um dos pilares mais importantes para evitar a disseminação da doença, inclusive dentro dos serviços de saúde.

Como ocorre a transmissão do Ebola?

Ao contrário de doenças respiratórias transmitidas pelo ar, o Ebola é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais contaminados. Isso inclui:

  • Sangue;
  • Suor;
  • Saliva;
  • Vômito;
  • Urina;
  • Fezes;
  • Superfícies contaminadas.

Além do contato com fluidos corporais, a transmissão também pode ocorrer pelo contato com objetos e equipamentos contaminados. Por isso, a higiene das mãos e a desinfecção de superfícies são estratégias eficientes para evitar a transmissão do Ebola. Segundo Fisher (2015), o vírus pode sobreviver em superfícies por até cerca de 3 dias em condições ambientais comuns. 

O Ebola é um exemplo de como doenças infecciosas exigem protocolos extremamente rigorosos dentro dos ambientes de assistência à saúde. Em hospitais e clínicas, superfícies podem atuar como reservatórios temporários de microrganismos. Dessa forma, a limpeza e desinfecção corretas são fundamentais para reduzir riscos de transmissão cruzada e proteger profissionais e pacientes.

Como prevenir o Ebola?

A prevenção do Ebola depende de medidas rigorosas de controle de infecção, especialmente em ambientes de assistência à saúde. Entre as principais recomendações estão:

  • Higienização frequente das mãos;
  • Uso de luvas, macacões, máscaras e aventais específicos para prevenir contaminações;
  • Isolamento de casos suspeitos;
  • Desinfecção adequada de superfícies;
  • Manejo correto de resíduos contaminados;
  • Capacitação contínua das equipes assistenciais.

A limpeza e desinfecção de superfícies possuem papel estratégico neste processo, principalmente em áreas críticas hospitalares. Para o combate de microrganismos de alta relevância epidemiológica, é fundamental contar com soluções de desinfecção eficazes e seguras.

A Oleak oferece o Optigerm Oxikill, um desinfetante hospitalar desenvolvido para a desinfecção de superfícies fixas e artigos não críticos. À base de peróxido de hidrogênio, quaternário de amônio de quinta geração, Optigerm Oxikill atua no combate de diversos microrganismos. Com alto poder germicida, possui laudo de eficácia contra o vírus Ebola, contribuindo para protocolos de desinfecção mais seguros.

Os surtos recentes de Ebola mostram que doenças infecciosas continuam sendo desafios constantes para a saúde pública mundial. Mesmo distante dos principais focos da doença, o Brasil precisa manter atenção contínua aos protocolos de vigilância, biossegurança e prevenção.

Em cenários de surtos e epidemias, contar com soluções eficazes de desinfecção é fundamental para aumentar a segurança de todos. A higiene correta das mãos e a desinfecção eficiente de superfícies continuam sendo medidas fundamentais para reduzir riscos de transmissão. A prevenção de infecções é a principal ferramenta para proteger vidas e fortalecer a segurança hospitalar.

Referências

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/e/ebola

https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/ebola-virus-disease

https://www.cdc.gov/ebola/index.html

https://www.who.int/emergencies/disease-outbreak-news

https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-05/brasil-investiga-casos-suspeitos-de-ebola

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1j24726wy9o

https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4480404/

    Receba nossa newsletter