Superfungo: tudo que você deve saber sobre Candida auris

Candida auris | Superfungo

Entenda o que é o Candida auris, por que ele é considerando um "superfungo" e quais os cuidados que devem ser tomados a fim de evitarmos o seu alastramento.

Nos últimos meses, muita gente se deparou com manchetes na internet e nos jornais sobre o surgimento de um superfungo, denominado Candida auris, no Brasil. Diante das inúmeras notícias que surgiram, você deve ter pensado que se tratava de algo novo, não é? Mas, na verdade, não é bem assim. O Candida auris teve seu primeiro registro no mundo, em 2009, quando recebeu o nome em razão de um caso clínico de infecção de ouvido que não respondia ao tratamento aplicado. 

Mesmo com o uso de medicamentos mais potentes, houve resistência do microrganismo e, por isso, foi feita a coleta e o isolamento de secreção do ouvido do paciente. Mas o que é o Candida auris? O que significa ser considerado um superfungo? Quais prejuízos esse tipo de microrganismo pode causar à saúde humana? Quais medidas de prevenção e de cuidados com a higiene e a limpeza podem combatê-lo? Para responder a estas e outras questões sobre o Candida auris, preparamos este artigo. Acompanhe a leitura e veja tudo que precisa saber sobre o tema. 

O que é o Candida auris?

Primeiro, vamos entender melhor o que é o Candida auris. Trata-se de uma espécie de fungo que cresce como levedura. Como dissemos antes, ele foi identificado pela primeira vez em 2009, depois de ter sido encontrado no canal auditivo de um paciente, no Japão, e de ter sido isolado.

Desde sua descoberta, o Candida auris preocupa autoridades e órgãos competentes, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), devido à sua rápida disseminação: acometeu pacientes em 33 países nos cinco continentes.

Em 2016, a OPAS publicou um alerta no qual recomendava a adoção de medidas de prevenção e controle por causa de surtos relacionados ao fungo na América Latina e Caribe. O primeiro surto da região ocorreu na Venezuela, entre 2012 e 2013, atingindo 18 pacientes.

No Brasil, tivemos a ocorrência do primeiro caso de Candida auris em 2020, em Porto Seguro (BA). Depois, em 2021, dois casos, em Salvador e, infelizmente, sua presença não parou por aí. Em janeiro deste ano surgiram dois casos no Recife (PE). Diante dessas ocorrências frequentes, todo cuidado é pouco, pois estamos, nitidamente, vivenciando um surto epidemiológico em nosso país.

O que o Candida auris causa? 

Agora, vamos entender de que forma o fungo afeta nossa saúde e quais suas características mais singulares. Bem, o Candida auris possui particularidades como a baixa resposta terapêutica aos medicamentos antifúngicos usados tradicionalmente e, por conta disso, possui um alto índice de letalidade. Estima-se que a espécie Candida auris leve a óbito de 30 a 60% dos pacientes acometidos. Chegamos então ao motivo de ser considerado um “superfungo”.

O Candida auris está mais presente em ambientes hospitalares e uma pessoa pode ser infectada ao ser submetida a procedimentos invasivos – como cirurgias e uso de catéter venoso central – ou caso esteja com o sistema imunológico comprometido. 

É sabido que a família dos fungos ou leveduras é vasto e que, dentro deste tipo de microrganismo, existem os benéficos e necessários ao funcionamento de nosso organismo, mas, infelizmente, não é o caso do tipo Candida auris. Ele é considerado uma levedura emergente, ou seja, que deve ser tratada como emergência em saúde pública e comunicada aos órgãos competentes. Tudo isso, justamente, por ser resistente, levar a óbito e causar surtos.

Veja a seguir as principais condições que levam à infecção nos ambientes hospitalares:

Pontos críticos que favorecem a contaminação por Candida auris

Condições clínicas Condições comportamentais
Paciente com tempo de permanência prolongado, principalmente em UTI.Baixa adesão pelos profissionais da equipe multiprofissional ao programa de higiene de mãos.
Paciente contendo procedimentos invasivos de uso prolongado (“portas de entrada”) como sondas, drenos e cateteres vasculares centrais.Processo de conduta de isolamento de pacientes ineficaz – baixa adesão pelos profissionais da equipe multiprofissional.
Pacientes idosos.Falha na desinfecção de superfícies e de equipamentos.
Pacientes imunodeprimidos (oncológicos, com doenças auto imunes, doenças inflamatórias e entre outras).Falha no programa de antimicrobianos – prescrição médica indiscriminada de antifúngicos.
Paciente nutricionalmente comprometido.

E como realizar o manejo do paciente com Candida auris para evitar a disseminação e novas contaminações?

Para conter novos casos e promover um ambiente de mais segurança nos locais em que há um caso de pessoa acometida pela Candida auris, é fundamental seguir os protocolos para o manejo do paciente, embasados em recomendações da OMS, OPAS e ANVISA. Assim, as orientações são:

  • garantir medida de controle e de uso de EPI frente ao paciente suspeito e/ou confirmado e isolado;
  • atentar ao uso individual de materiais para o paciente;
  • reforçar medidas de limpeza/desinfecção de superfícies e equipamentos no setor do paciente internado;
  • utilizar produtos com eficácia e com laudo Reblas (Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde), emitido pela Anvisa para Candida auris;
  • assegurar o programa de higiene de mãos, principalmente, com antisséptico instantâneo (solução alcoólica em gel ou espuma), inclusive para familiares e/ou acompanhantes;
  • oferecer capacitação para equipe multiprofissional e envolver a todos com o objetivo de conter riscos e/ou falhas no processo. 

Oleak: soluções em limpeza e desinfecção hospitalares

Por fim, além das medidas de prevenção dos órgãos competentes, você pode contar com as soluções em limpeza e desinfecção hospitalares da Oleak. Nós também podemos te apoiar no atravessamento desse momento de preocupações, incertezas, surtos e casos de Candida auris. 

Então, como aliados aprovados e regulamentados, temos o Optigerm Pronto Uso e o Optigerm Oxikill, dois produtos com laudos Reblas, emitidos pela ANVISA, que demonstram a eficácia para eliminar a Candida auris. Assim, você tem em mãos as melhores armas para ganhar essa guerra.

Optigerm Pronto Uso 

Possui duas apresentações, em spray ou como wipe (pano embebido com produto), para que você possa escolher o que melhor se adapta à rotina de limpeza e desinfecção da sua instituição. Com a aplicação de Optigerm Pronto Uso, é possível limpar e desinfetar em apenas um minuto de contato! É isso mesmo, um minuto e pronto.

Essa potência existe graças ao blend biocida de quaternário de amônio + PHMB (biguanida polimérica). Além disso, o produto conta com tensoativos para facilitar a limpeza de superfícies e equipamentos.

Optigerm Oxikill

Agora, se você deseja, em um único passo limpar, desinfetar e alvejar, sua melhor escolha é o Optigerm Oxikill, solução que, em 10 minutos de contato com a superfície, é capaz de eliminar a Candida auris. Isso por conta do blend de biocidas composto por peróxido de hidrogênio + quaternário de amônio + PHMB (biguanida polimérica). 

Então, conte com a gente para ter na sua instituição os melhores produtos profissionais de desinfecção e limpeza. Juntos, venceremos, dia a dia, as batalhas! Acesse nosso site e veja mais das soluções Oleak. 

Até o próximo! 

Fonte: 

BBC News Brasil

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