Acinetobacter baumannii: um perigo para a saúde pública
Conheça mais sobre a superbactéria hospitalar que desafia antibióticos e agora até o nosso entendimento sobre o tempo
Oleak
08/01/2026
A Acinetobacter baumannii é uma bactéria gram-negativa que vem ganhando destaque dentro dos ambientes hospitalares e extra hospitalares. Ela possui a capacidade de causar infecções graves e é resistente a diversos antibióticos. Inclusive, ela é responsável por 10-20% das IRAS em unidades de terapia intensiva, devido à sua alta resistência a antibióticos. Por conta disso, essa superbactéria está entre as ameaças listadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a saúde humana.
Recentemente, um novo estudo científico trouxe à luz uma nova perspectiva para o combate a este microrganismo. Conheça mais sobre a Acinetobacter baumannii e sobre esta nova descoberta neste artigo.
Acinetobacter baumannii: um risco para ambientes de assistência à saúde
Pertencente à família Moraxellaceae, a Acinetobacter baumannii sobrevive facilmente em ambientes secos. Isso inclui superfícies de hospitais, equipamentos médicos e objetos inanimados por longos períodos de tempo. Essa incrível capacidade de persistência a torna um agente frequente de IRAS, que são as Infecções Relacionadas à Saúde. Especialmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e para pacientes com longos períodos de internação.
A Acinetobacter baumannii pode causar diversas infecções, especialmente em debilitados, imunocomprometidos ou submetidos a procedimentos invasivos. Alguns exemplos são a pneumonia associada à ventilação mecânica e infecções de corrente sanguínea, trato urinário, feridas e tecidos moles.
A transmissão de Acinetobacter baumannii ocorre por contato direto ou indireto. No contato direto, a bactéria é transmitida ao ser translocada pelas mãos dos profissionais de saúde. Ou seja, a própria mão do profissional leva a bactéria de um lugar para outro. Já no contato indireto, a superbactéria está presente em superfícies, artigos, mobílias e outros itens no ambiente hospitalar. Através das mãos ou de instrumentos contaminados, o microrganismo é transferido para pacientes e/ou equipamentos.

História e origem da Acinetobacter baumannii
Antes de ser considerada uma ameaça hospitalar, a Acinetobacter baumannii tem uma longa trajetória na humanidade. As bactérias do gênero Acinetobacter são naturalmente encontradas no meio ambiente, especialmente no solo, na água e em ambientes úmidos. Elas fazem parte do ecossistema natural sem, necessariamente, representar riscos à saúde humana. Durante muito tempo, essas bactérias foram consideradas de baixa relevância clínica. Isto aconteceu devido à sua baixa capacidade de causar doenças graves.
Segundo Towner (2009), no final da década de 1970, a bactéria Acinetobacter baumannii passou a chamar a atenção dos cientistas. Foi nesta época em que começou um aumento nas IRAS relacionadas a esta bactéria em ambientes de assistência à saúde. Isso acontecia especialmente em pacientes internados em UTIs e submetidos a procedimentos invasivos.
O que transformou a Acinetobacter baumannii em um problema global foi sua adaptação progressiva ao ambiente hospitalar. A exposição constante a antibióticos e a manipulação incorreta de desinfetantes favoreceram a seleção de cepas cada vez mais resistentes. Estas cepas se tornaram capazes de sobreviver fora do organismo humano por longos períodos. A Acinetobacter baumannii hoje é um símbolo da evolução das IRAS, se tornando uma das superbactérias mais desafiadoras para prevenção.
Uma nova descoberta sobre a Acinetobacter baumannii
Recentemente, um estudo científico realizado na Argentina e publicado na Nature trouxe uma nova variável no combate ao Acinetobacter baumannii. Segundo a pesquisa, a superbactéria não fica ativa de modo uniforme durante todo o tempo. Com ritmo circadiano, ela atua como se possuísse um tipo de “relógio biológico”, variando sua atividade ao longo do dia. Este comportamento se mantém mesmo em ambientes com a ausência de luminosidade, por exemplo.
Inicialmente, esta descoberta pode não ter um impacto imediato na forma como tratamos a Acinetobacter baumannii. Apesar disso, ela dá um caminho para atuar no combate desta superbactéria considerando o tempo como um aliado. Na prática, este estudo abre uma possibilidade de compreender como a variação do tempo pode contribuir na ação humana. Por exemplo, a administração de um antibiótico em uma pessoa ou a aplicação de um desinfetante em uma superfície. As novas ações de combate à Acinetobacter baumannii podem contar com o tempo como um aliado para eliminar este microrganismo.
Como combater a superbactéria Acinetobacter baumannii?
Apesar de a Acinetobacter baumannii ser uma superbactéria muito resistente, há estratégias para eliminar este microrganismo.
Primeiramente, considerando o contato direto, o ideal é promover uma higiene das mãos eficiente e constante. Dentro dos hospitais, as mãos são uma superfície que necessita receber elevada atenção dos profissionais de saúde. E o uso de soluções alcoólicas consegue promover uma assepsia eficiente para o combate as IRAS.
Na Oleak, contamos com a linha Opticare IHS, que elimina 99,99% das bactérias em apenas 10 segundos. Com emolientes especiais e vitaminas, repõe minerais, aminoácidos e outros componentes fundamentais para garantir a integridade da pele. Por isso, foi especialmente desenvolvido para uso em soluções em ambientes de assistência à saúde. Disponível nas versões Gel e Espuma e nas embalagens Bag, Bladder, Desk, Pocket e Let’s Go.
Outra solução é a desinfecção adequada das superfícies nestes ambientes. A limpeza e a desinfecção, com protocolos adequados, é uma forma excelente de combater as IRAS. A Oleak oferece diversas soluções com laudos de eficácia contra a Acinetobacter baumannii.
Um exemplo é o Optigerm Pronto Uso. Este poderoso desinfetante hospitalar oferece a combinação sinérgica de quaternário de amônio de 5ª geração e biguanida polimérica. Possui laudos de eficácia contra diversos microrganismos multirresistentes, como Acinetobacter baumannii e Candida auris. Para ambos, é necessário apenas um minuto de tempo de contato para eliminar estes microrganismos. Com alto poder germicida, Optigerm Pronto Uso é indicado para limpeza e desinfecção de superfícies fixas e artigos não críticos.
Outra solução é o Optigerm Wipe, que oferece a mesma eficácia da linha Optigerm com a praticidade da versão wipe. Também com tempo de contato de um minuto, consegue eliminar a Acinetobacter baumannii e diversos microrganismos multirresistentes. Além disso, Optigerm Wipe evita a contaminação cruzada durante o processo de desinfecção de superfícies fixas e artigos não-críticos. Cada pano pode limpar até 1,5 m² de área na versão balde.
A Acinetobacter baumannii é um exemplo de como alguns microrganismos multirresistentes precisam de atenção redobrada na hora da desinfecção. E, para combatê-la, é necessária uma cultura de prevenção, protocolos bem definidos e escolhas técnicas corretas. A higiene das mãos e a limpeza de superfícies são pontos altamente recomendados para combater esta bactéria.
Em caso de dúvidas, consulte um especialista da Oleak para escolher a melhor solução para higiene e limpeza. Até a próxima!
Referências
https://editoraime.com.br/revistas/index.php/rems/article/view/2851
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19700220
https://www.nature.com/articles/s42003-025-08732-2
https://www.conicet.gov.ar/revelan-que-un-patogeno-humano-critico-posee-un-reloj-biologico


